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Curadoria de conteúdos | Junho 26

  • há 6 dias
  • 4 min de leitura

Estar na internet me lembra de quando era criança e tentava ler os outdoors durante as viagens de carro. Eram muitos, todos muito chamativos, alguns até podiam servir de algo para mim no momento, mas quando saia do carro, não lembrava de nenhum deles. Hoje em dia, tenho esse mesmo sentimento quando bloqueio a tela do meu celular.



Uso muito recursos que me dão a falsa ilusão de que estou guardando informações valiosas online como "curtir", "salvar", "tirar um foto", "encaminhar o link para um chat pessoal"... E existe uma vantagem de acumular essas coisas, elas não incomodam, não ocupam um espaço físico. Mas é preciso de tempo para digerir, absorver e pensar o que aquilo te fez sentir. É por isso que comecei a reservar um tempo para revisitar esses conteúdos e tentar de fato aprender algo com eles (ou me entender um pouco melhor também).


Introdução feita, aqui vai a minha curadoria dos conteúdos que achei interessante em junho:


#artigo

Esse texto da Carolyn Yoo converge muito com meus pensamentos do começo do ano sobre como quero estar presente na internet. Ela, assim como eu, sente saudade da internet das antigas. Ela fala bastante em como sua persona online não precisa ser vinculada às redes sociais e a sua cara necessariamente.


Através dele eu conheci o termo DFOS, quero estudar mais sobre isso

um modelo de internet "privada", próximo aos fóruns.

  • Comunidade por convite

  • Controle do espaço feito pelos participantes

  • Dados não expostos a mecamismos de buscas e coleta de dados


Já era fã do Kareem Rahma por conta dos "subway takes". Mas, recentemente parei para maratonar a última temporada de "Keep the meter running" e senti aquela coisa "puts, queria ter feito esse vídeo". Acho mágico o poder de uma boa entrevista, tirar o melhor de cada pessoa e guiar "naturalmente" a conversa para conseguir uma boa história.


Vi em algum lugar uma entrevista dele dizendo que seus projetos só precisam ter uma boa premissa e eu concordo, "Me leva pro seu lugar favorito e deixe o taxímetro rolando", é uma delas!


Outra parada que me inspira nesse projeto são as sutilezas.

  • O próprio nome já diz: O taxista vai ganhar pelo tempo que eles estiverem fazendo o programa

  • Dar luz para uma profissão muitas vezes desvalorizada e desumanizada

  • Aqui é totalmente particular e pessoal da minha parte, mas INVESTIR DINHEIRO em projetos pessoais, uau! Eu estou sempre fazendo algum projeto pessoal, mas nunca invisto um centavo neles


  • Este vídeo fala sobre como a qualidade do trabalho piora quando começamos a levar ele "a sério" demais.

  • Adaptation "filme": Um escritor precisa adaptar um livro para um roteiro de filme. Mas, após já ter feito um roteiro de sucesso, fazer um segundo trabalho acabe tendo um peso maior para

  • Também faz uma comparação sobre como os diretores de "Swiss army man" levaram a sério demais este filme e não ficou muito bom. Quando foram fazer "everything everywhere" resolveram fazer de forma mais leve e este filme obteve muito mais sucesso

Yanagi Sōetsu (1889–1961) foi um filósofo e crítico de arte japonês. Ele é mundialmente celebrado como o fundador do movimento Mingei (arte popular), que defende a beleza do artesanato tradicional e a valorização dos objetos utilitários e comuns produzidos por artesãos anônimos

  • Essa ideia nasceu no final dos anos 1920 dentro do Movimento Mingei (Movimento de Arte Popular), liderado pelo filósofo Soetsu Yanagi. O conceito defende que a verdadeira beleza não está nas obras de arte luxuosas feitas para contemplação, mas sim nos objetos simples e práticos que usamos no dia a dia.

  • Os Pilares do "Yō no Bi"Beleza no uso diário:

    O objeto se torna belo porque cumpre sua função perfeitamente na rotina doméstica.

  1. Trabalho artesanal anônimo: Valoriza peças feitas à mão por artesãos desconhecidos, como tigelas, cestos e tecidos.

  2. Simplicidade e honestidade: O design é moldado pela necessidade prática, sem decorações excessivas ou pretensiosas.

  3. Evolução com o tempo: A peça fica mais bonita e ganha personalidade à medida que é usada e envelhece.

"research is power, it's also a skill"

Nesse tiktok, a pessoa quebra em 4 etapas de pesquisa:

  1. surface search: Primeiro contato com a pesquisa (google, tiktok...). Neste level temos conclusões que não entendemos como foram pensadas.
  • Use como orientação não como educação.

  • Aprender o vocabulário, verificar palavras-chave e outras dúvidas

  • esta etapa deve durar cerca de 10~20min.

  • A partir daqui, você deve entender quais são os pontos que você não sabe


  1. Source Expansion: Ler artigos, seguir links e citações

  • O que é isso > De onde isso veio?

  • Entender a explicação e não somente a conclusão

  • Seguir citações de trás para frente

  • Priorizar conteúdos dos experts da área


  1. Pattern recognition: Comparar multiplas fontes, entender suas contradições, identificar ideias repetitivas

  • Dá para começar a entender o consenso do tema. As discordâncias também

  • criar listas de:

  1. informações que são consenso

  2. informações que ainda estão sendo debatidas

  3. informações ainda incertas

  • Aqui, você deve ser capaz de ter seu próprio senso critico sobre o tema


  1. Depth and framework: Entender a estrutura por trás do tópico. Conectar com outros campos.

  • Fazer perguntas melhores:

    • Por quê?

    • E se?

    • Qual é o ponto de vista filosófico?

É um site criado pela Critical Business School (tentei entender o que eles são, mas é aquele tipo de empresa cool que presta um serviço que não sei se entendi direito... mas achei legal).

Achei legal ter um site com perguntas que podem ser ótimos gatilhos para autorreflexões, quanto para iniciar conversas.

  • Nota para mim mesmo: Tentar fazer meu próprio compilado de perguntas

Streaming brasileiro gratuito

É uma marca de perfumes que faz vídeos muito interessantes, bonitos e bem-produzidos para falar sobre algum produto, mas com zero apego promocional

  • Inspiração de conteúdo


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