Cerâmica em Okinawa
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Atualizado: há 1 dia
Um brevíssimo contexto histórico
O reino de Ryūkyū foi formado em 1429 e fazia comércio marítimo com a China, Japão e Coréia. Em 1879, foi invadido e anexado ao Japão.
A cerâmica da região se desenvolveu influenciada pelas tradições da cerâmica desses países vizinhos, principalmente pelos artesãos coreanos que foram à Okinawa no começo do século dezessete
Polos de cerâmica em Okinawa
Tsuboya
Para incentivar a produção de cerâmica (especialmente de azulejos), em 1682, os governantes do reino reuniram todos os ceramistas da ilha de Okinawa em Tsuboya — hoje parte da cidade de Naha, próximo ao rio Asato. A localização era ideal tanto para a obtenção de matérias-primas quanto para o transporte dos produtos acabados. O local também deu nome ao Tsuboya-yaki, um tipo representativo de cerâmica de Okinawa. Suas peças serviam tanto à corte real quanto a população em geral.
Um fato curioso é que Tsuboya sobreviveu intacta à guerra. Por conta disso, os ceramistas puderam retornar para lá para continuar sua produção.

Yachimun no Sato [ やちむんの里 ]
No idioma local (uchinaguchi), cerâmica é chamada de "Yachimun"
Com a urbanização do pós-guerra, Tsuboya foi engolida (pelo fato de ser muito próxima da rua principal de Naha, Kokusai-dōri. Em 1970, a cidade adotou normas antipoluição para restringir o uso de fornos a lenha (mas ainda existe um noborigama inativo na região). Alguns ceramistas acabaram adotando fornos a gás, mas muitos relutavam em abandonar a técnica tradicional de queima. Entre eles, estava Kinjō Jirō, que recebeu uma proposta para transferir seu forno para Yomitan, em um terreno desocupado pelas forças militares estadunidenses. Junto com outros ceramistas, criaram o Yachimun no Sato por volta de 1980.
Possui dois fornos "noborigama" (forno de câmara escalonadas), um de 9 câmaras, construído em 1980, e outro de 13 câmaras (Yomitanzan-yaki), construído 12 anos depois.
Yomitan é considerado a Meca da cerâmica e possui lojas colaborativas de ceramistas de diferentes estilos.
Queimas
Queima Arayaki / Arayachi [ 荒焼 ]
Método de queima sem esmalte (ou com esmalte escuro à base de ferro). Geralmente utiliza argila preta ou avermelhada, retiradas da parte mais ao sul da ilha principal.
Geralmente, essa técnica é utilizada para peças para armazenamento de água ou álcool.
Shiisa feito por Takeshi Shima [ 島武己 ]
Queima Joyachi [ 上焼 ]
Peças vitrificadas e coloridas. Utilizam argilas vermelhas e brancas retiradas da região mais ao norte da ilha principal de Okinawa.
Seus desenhos e pinturas são inspirados na natureza de Okinawa, muitas vezes representando peixes e flores de crisantemos

Objetos e cultura
Dachibin
Karakara sake bottle
Yushibin
Shiisa
Zushigame [ 厨子甕 ]
Urna de ossos
Tūtīkū [ 土帝君 ]
Deus da terra e da agricultura
Museu de cerâmica em Tsuboya
Santuário Sesoko Tootiikun (iilha de sesoko)
Os 3 ceramistas de Tsuboya
Jirō Kinjō [ 金城次郎 ] (1912 - 2004)
Fundador do Yachumun no Sato, foi o primeiro Okinawano a ser nomeado Living National Treasure (ningen kokuhō), um título dado pelo ministério da educação para pessoas com importância na preservação de bens culturais do país.
Kobashigawa Eishō [ 小橋川永昌 ] (1909 - 1978)
Estudou cerâmica com seu pai Kobashigawa Niō, ficou conhecido também como Nio II
Era conhecido pela utilização de esmalte vermelho (aka-e)
Olha a assinatura desse fdp que linda!!!!!!!!
Aragaki Eisaburō
Não encontrei registros falando dele :(
Mingei - Folk craft [ 民芸 ]
O trabalho de Eisaburō e seus contemporâneos foi profundamente influenciado pelo movimento de arte folclórica japonesa (Mingei), que valorizava a beleza em objetos utilitários do cotidiano feitos à mão por artesãos anônimos.
“makai” (Okinawan word for a bowl)
Um outro material que foge um pouco de Okinawa, mas ajuda a pesquisar cerâmica no japão é este PDF que traduz os principais conceitos para o inglês
Fontes e referências:
Plantado em: 15.08.2026
Última rega em: 15.08.2026

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